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Intimus


Meu amor é infinito

Por na filosofia morar

Às vezes desalento de dúvidas

Às vezes tormento de desencontros

 

Meu amor está vazio

Porque não se preencheu

Às vezes do calor dos braços seus

Às vezes do sabor dos lábios seus

 

Meu amor é infinito

Por estar a questionar

Às vezes a intenção do seu olhar

Às vezes a tensão de lhe esperar



Escrito por BeatriceRusso às 13h39
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Bombom para saciar o meu vício

Degustar a delícia e apreciar o belo

Bombom para sentir que te quero

Adoçar a boca e encantar o eterno

 

Bombom para acalmar o meu coração

Abrandar a fome e elevar a admiração

Bombom para distrair a grande excitação

Acatar o provisório e viajar na alucinação



Escrito por BeatriceRusso às 13h22
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Eu quero ouvir as crianças cantarem

Para ter a certeza de que o mundo existe

E supor a dignidade com que se perpetuará

 

Eu quero ver as crianças sorrirem

Para garantir que a felicidade existe

E supor a qualidade com que se desenvolverá

 

Eu quero ver e ouvir as crianças

Estar atenta aos seus movimentos

Reverenciar as suas sábias palavras

E supor a verdade com que o mundo se deparará

 

Eu quero aprender a lição das crianças

Para me indignar com a injustiça que existe

E supor o tempo no qual se eliminará

 

Eu quero rodar na ciranda das crianças

Para girar o meu corpo a provar que existe

E supor a velocidade com a qual o planeta se moverá

 



Escrito por BeatriceRusso às 01h09
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No meu primeiro mês de gestação sinto falta de ar, sinto medo, quero me entranhar, e vou me fechando, encurralando-me no meu casulo, fraca, indefesa, vou me franzindo até derreter, me transformo em sangue e desço pelo ralo. Depois sou coágulo e seres bem minúsculos me desfazem e me transformam em gás poluente. Dessa forma me elevo até o céu e permaneço serena até que uma planta caridosa me suga e me transforma em puro oxigênio. Eis que poderei ser respirada por minha progenitora e dentro de seu corpo serei desbravadora, pela via de suas artérias descobrirei o interior de seus órgãos, saberei do seu fígado, dos seus intestinos e do seu coração, serei bombeada aos pulmões e lá me renovarei. Se entrasse como líquido seria absorvida pelos seus rins, assim estaria mais próxima dos seus genitais e poderia mapeá-los, inclusive, nomeando cada parte, a bexiga, o canal da uretra e a vagina, que não são um, apesar de estarem bem juntos, como o bebê que ao nascer tão unido à mãe, é outra pessoa, com particularidades muito próprias.

 

Conclusão: A existência se destina a uma carga genética única, porém incompleta.

                   A vida preenche, contorna, transforma, porém nunca acaba.

                  

 



Escrito por BeatriceRusso às 20h13
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Meu amor, você faz anos

E espero a sua juventude

Percebendo a maturidade

Mesmo sabendo quão distante

Neste momento te encontras

 

Meu amor, a todo instante

Nessa maioridade antiga

Reascende o azul do sonho

Mesmo sabendo brejeira

Essa beleza campestre

 

Meu amor, sua preferência

É por beleza mais urbana

Mais brilhante e eloqüente

Mesmo louca e delirante

Uma beleza extravagante

 

Meu amor, um dia espero

Vê-lo chegar à cavalo

Branco ou marrom alado

Mesmo ao vento embaraçado

Um príncipe todo encantado



Escrito por BeatriceRusso às 12h29
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Abandono meu sonho

Por falta de persuasão

Porque o roubaram de mim

Em uma ingrata traição

 

Abandono meu sonho

Por falta de neurônios

Porque não fui perspicaz

Ao lidar com ferormônios

 

Abandono meu sonho

Não por falta de amor

Porque amizade brotou

Em meio desabonador

 

Abandono meu sonho

Por falta de dor

Porque fui mais feliz

Ao lidar com o fervor

 



Escrito por BeatriceRusso às 21h02
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Gabo do que não me subordino

Do que viro, reviro, enalteço

Gabo do avesso estampido

Pro mundo ver e conhecer

A crueza do seu interior.

 

Gabo do que não me submeto

Do que desafio, arranco, rompo        

Gabo do que desmorono

Pro mundo acordar e olhar

A fragilidade da sua sustentação.

 



Escrito por BeatriceRusso às 19h19
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Cuidado comigo

Que as águas do meu rio são claras

E seu fundo é bem visível

Cuidado que pressinto

Donde vem a correnteza

E nela sigo lenta e distraída

Até onde alcança a doce destemida

Que me leva à recaída,

Ao mar que a retorna.

 

Cuidado comigo

Que a pororoca do meu rio é revoltosa

E suas ondas furiosas

Cuidado que pressinto

Donde vem o frenesi

E dele me liberto

Até onde se desmancha o véu

Que cobre o meu sonho

Ao som do que o silencia.



Escrito por BeatriceRusso às 19h19
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Você me prometeu que seus olhos seriam o fim da minha viagem

E eles foram apenas o começo de uma longa trajetória.

O fruto que amadurece tem o sabor da nostalgia

Reflete o amor que um dia o fez brotar.

 

Tenho agora os seus olhos refletidos nesse fruto

Que a cada dia supera seus encantos

E pinta com a sua cor uma nova história

Que se cria a partir de uma nova experiência.



Escrito por BeatriceRusso às 12h34
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Ela veio triunfante, sedutora

Exalando o seu perfume

Que suspenso envolveu

Aquela gente provinciana

Com toda a sua aura celestial

Na sua grandeza humanitária

A liberdade veio e me vestiu

Abriu meus olhos no seu azul

Ao que me lancei na paz alvejante

Permanecendo na serenidade

Até o despontar dos poentes

Rubramente invejosos, ou

Até a vindoura manhã

Repentinamente vitoriosa.

 

 



Escrito por BeatriceRusso às 23h18
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Beijar sua boca deliciosamente

E todo seu corpo em deleite

Ao meu dispor simplesmente

Puro e vivo como livre enfeite

 

Percorrer sua pele macia

Pelo seu peito forte

Pelos seus músculos

E à sua voz que pedia

 

Beijar, sobretudo abraçar

Em meio ao lance nas águas

Benfazejas e abundantes

Corredeiras e revoltas

 

Que me revolvas além do olhar

além do desejo que nos consome

Dessa querença insaciada

que se mantém desvairada

 



Escrito por BeatriceRusso às 00h24
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De olhar-te e sentir que me olhas sinto a deliciosa sensação

A vontade de estar sempre perto e de querer bem

É como uma saudade daquilo que a gente não viveu

E por certo nem viveremos

Vou-me embora pra Austrália

Mesmo sem ser amiga do rei

Vou-me embora pra Austrália

Pois lá estarei livre

do simples saber da sua presença

Aqui tão perto

Aqui tão forte

Vou-me embora e estarei livre

Pra respirar, pra viver

Estarei livre pra esquecer

Que um dia o desejei tanto

E lhe quis tão perto.



Escrito por BeatriceRusso às 23h12
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Escrito por BeatriceRusso às 12h12
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Esse silêncio todo me atordoa

Porém não permaneço atenta

Mantenho a distância que

o meu coração necessita

para não se machucar.

 

E assim preservo o meu sonho

Lindo, intacto, permanente

Para que nele reines absoluto

Junto a mim para todo o sempre

Fora do risco de perder-te.

 

E assim nossas pupilas

Estarão sempre protegidas

De uma realidade fugaz

De um desejo descontrolado

De um tão mero acaso.



Escrito por BeatriceRusso às 08h32
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Um calor que é por fora e é por dentro;

Dentro da bermuda ou dentro do vestido;

Dentro dos desvios ou dentro dos sentidos;

Um calor dentro e fora

de lágrima e de suor

de tesão e de persuasão

de ardência e de permanência

raiando com o sol

pairando no mormaço

Entre os corpos

um calor que nos une

telepaticamente...

 



Escrito por BeatriceRusso às 14h55
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